Natal em Londres e as tradições inglesas

Faz tempo que não passo por aqui (culpe os milhares de eventos de final de ano). Mas não poderia deixar de falar sobre Natal aqui no blog! Na verdade eu, particularmente, estou falando de Natal desde o fim de outubro! Acho que é um dos meus feriados favoritos.

Claro que, para quem mora fora, pode ser uma época ainda mais complicada no quesito saudade, por estar longe da família. Mas, mesmo assim, o que não pode faltar é vontade de comemorar. Ainda mais que Londres tem uma atmosfera mágica no período das festas. Faço questão de ir aos eventos natalinos e no ano em que fiquei aqui, durante as festas, pude conhecer mais de perto como os ingleses comemoram a data.

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Luzes na Oxford Street: como não amar?

Se este é seu primeiro Natal aqui ou se você pensa em vir para cá um dia nesta época, vai encontrar muitas tradições parecidas, mas algumas são diferentes; às vezes, nos pequenos detalhes. Reuni neste post as principais diferenças para você já ir preparando as comemorações:

Contando os dias

O calendário do advento é muito comum aqui. Provavelmente você vai ganhar um (ou vai comprar para si mesmo). Os mais populares são os com chocolates dentro, em que você abre o seu chocolate, a cada dia, a partir do dia 1 de dezembro, até o dia do Natal. Há alguns com cosméticos e produtinhos de beleza, mas se você me perguntar, o de chocolate é bem mais interessante! Só não vale comer mais do que um por dia.

Amigo secreto, literalmente

Um detalhe importante que, se você não souber, corre o risco de pagar mico – aqui a ideia de ter um amigo secreto, é secreto mesmo. Você coloca o nome da pessoa que tirou na embalagem do presente e o coloca em uma pilha junto com outros presentes. Então uma pessoa do grupo se encarrega de entregá-los, e assim, você não sabe quem te tirou e nem precisa falar quem era o seu amigo secreto. Eu não sabia disso e na hora da brincadeira, acabei contando quem eu tinha tirado – até um cartão eu tinha feito, poxa! Os gringos acharam que eu não sabia brincar, e eu achei a brincadeira do jeito deles sem graça!

Entrando no clima

Como já sabemos, é inverno na Europa em dezembro. E se a gente parar para pensar, o clima influencia muito na comida, hábitos e até no nosso humor. Aqui o Natal é para ser curtido dentro de casa, em um ambiente bem aconchegante, perto de uma lareira se possível e usando um Christmas jumper, que nada mais é que um moletom ou blusa de lã com uma estampa natalina – tem até competição de quem tem o Christmas jumper mais criativo. Na hora do jantar, até rola dar uma produzida no look, mas nada comparado ao que fazemos no Brasil.

Esqueça a véspera

Natal na Inglaterra se comemora dia 25 de dezembro. Nada de ceia no dia 24 – aliás, quando eu explico sobre a nossa ceia eles acham o fato de a gente esperar meia-noite para cear super estranho! Aqui dia 24 é dia de você ir para o pub e balada com seus amigos. Dia 25 e 26 são os dias com a família. O dia 26 é o Boxing Day, uma continuação do feriado e dia em que acontecem as mega liquidações por aqui. Para quem vai às compras, é um prato cheio.

O jantar de Natal

A ceia geralmente é servida no período da tarde do dia 25. O peru ainda é tradicional, juntamente com a carne de carneiro. São ingredientes dos típicos roast dinner – um assado com legumes, yorkshire pudding e molho gravy – prato principal das ceias natalinas.

É uma delícia, mas pode melhorar com um toque abrasileirado. Quando fui passar o Natal na casa da sogra, não queria cozinhar porque não tenho a menor vocação para a coisa, mas queria um prato que me lembrasse o Brasil. Apostei na farofa! Eles nem sabiam o que era, mas adoraram. Fica a dica para quem quiser levar um pouco de Brasil para sua família gringa.

Outra dica é não se afobar na hora de comer. Como muita coisa na Inglaterra, tem todo um protocolo para a ceia. Algo bem informal, claro, mas que ninguém come sem fazer antes, é abrir o seu cracker, uma embalagem de papel com estampa natalina, que mais parece um bombom gigante (ok, essa descrição não foi a melhor possível – veja foto abaixo), em que você puxa as pontas para abrir, sempre cruzando os braços com a pessoa que está ao seu lado na mesa.

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Prometo tirar fotos melhores na ceia de Natal na casa da sogra no ano que vem!

Dentro do cracker tem um presentinho, um papel com charadas/piadas e uma coroa de papel. Agora me fala se no Brasil você já ceou com uma coroa de papel na cabeça? Mas a diferença nas tradições está mesmo é nos detalhes, lembra?

E você? Acrescentaria alguma tradição diferente do Brasil ao comemorar o Natal no país em que vive? Tem alguma dica para quem passa a data longe da família? Compartilhe nos comentários!

*Texto originalmente publicado no Brasileiras pelo Mundo.

Como Londres irá comemorar o aniversário da rainha

A rainha Elizabeth completou 90 anos no dia 21 de abril. E as comemorações prometem ser dignas de realeza por aqui. Aquela história de ‘só um bolinho’ para os mais chegados não combina com a rainha com o reinado mais longo da história do país. A rainha vai ter toda a pompa, cavalos, carruagens, tudo conforme manda o figurino. E nós vamos estar lá para cantar parabéns para ela! Ok, quase isso… Se você também não faz parte da família real mas quer festejar, confira direitinho o que vai rolar para não ficar de fora:

12 a 15 de maio, em Windsor

Festa de 90 anos da rainha

É a primeira celebração oficial do aniversário da rainha Elizabeth. O evento vai acontecer entre os dias 12 e 15 de maio, em Windsor, mas a rainha só vai estar lá mesmo para a última noite. Durante uma hora e meia, 900 cavalos e mais de 1.500 pessoas irão fazer parte da cerimônia que irá contar a história da rainha, desde seu nascimento, passando pela Segunda Guerra Mundial, seu casamento, coroação e outros momentos importantes. Os ingressos se esgotaram rapidamente e os organizadores também fizeram um sorteio para quem quisesse acompanhar a chegada dos convidados no tapete vermelho. Eu me inscrevi, mas não ganhei, então vou acompanhar a festa pela ITV, que vai mostrar o espetáculo do dia 15 de maio ao vivo.

Junho, em Londres

Dia 10 de junho, St Paul’s Cathedral e pubs

Haverá uma missa de ação de graças que é apenas para convidados, na St Paul’s Cathedral. Na sexta à noite, os ingleses vão poder comemorar a ocasião com os pubs abertos por duas horas a mais. Geralmente, os pubs fecham à uma da manhã. A mesma regra vale para o sábado, quando os pubs também fecharão mais tarde.

Dia 11 de junho, House Guards Parade

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Dia de ver a Trooping the Colour, na House Guards Parade. A rainha e outros membros da família Real desfilam em carruagens pelo The Mall e depois aparecem na varanda do Palácio de Buckingham. Eu nunca assisti, mas esse ano quero muito ir. Imagino que o The Mall vai estar mega lotado e preciso chegar bem cedo se quiser ter chances de ver a rainha! Se você não quiser encarar, a BBC vai mostrar o evento ao vivo a partir das 10h da manhã.

Quem quiser ver o ensaio do desfile, tem um no dia 28 de maio (gratauito) e outro no dia 4 de junho (£10). Claro, rainha é diva e não precisa de ensaio, portanto, não espere vê-la por lá.

A Trooping the Colour acontece todo ano para celebrar o aniversário da rainha e a tradição vem de reinados passados, começou lá no ano de 1748. É sempre no verão pois é quando as chances de ter um dia de sol e agradável são maiores.

Dia 12 de junho, The Patron’s Lunch

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Uma série de festas de rua devem acontecer por todo o país. As pessoas são incentivadas a fecharem a rua onde moram (com autorização prévia), chamar os vizinhos e os amigos e almoçarem juntas. A maior festa, The Patron´s Lunch, acontecerá no The Mall. Todos os 10 mil ingressos já foram vendidos, mas dá para assistir tudo ao vivo pelos telões no Green Park e St Jame’s Park. Os parques devem lotar de pessoas espalhadas pelo gramado fazendo piquenique. Uma ótima pedida para o verão. E então, bora festejar?

Curiosidades:

  • Para quem quiser saber mais sobre a vida da rainha Elizabeth, este ano os autores Mark Greene e Catherine Butcher lançaram um livro em homenagem aos 90 anos de vida da monarca. “The Servant Queen e the King she serves” (A Rainha Serva e o Rei que ela serve, em português) fala sobre sua história e sua fé cristã.
  • A BBC produziu o documentário “Elizabeth at 90 — A Family Tribute”, que também narra sua história e ainda traz entrevistas de outros membros da família real.

Curiosidade 2 (e novidade também!): Esse texto foi originalmente publicado no portal Brasileiras Pelo Mundo, do qual a partir desse mês sou colunista 🙂 O link para quem quiser conferir é esse aqui: http://www.brasileiraspelomundo.com/inglaterra-como-londres-ira-celebrar-o-aniversario-da-rainha-061433979

 

All you need is love: por dentro dos casamentos ingleses

Levando em conta os recentes acontecimentos da minha vida, decidi que o blog precisava de um post sobre….casamento! E parei para pensar no quanto as tradições daqui são parecidas e ao mesmo tempo diferentes com as do Brasil.

Aqui na Inglaterra a maioria dos casórios acontecem no verão – esse anos temos cinco para ir, entre junho e agosto.  Geralmente, o evento dura o fim de semana inteiro, os convidados chegam na sexta à noite, o casamento é no sábado e no domingo sempre tem alguma atividade com os noivos – pode ser um churrasco, um picnic ou apenas um dia com todos na praia. Todo mundo hospedado pela região, vira uma mini férias! 

Parece que é uma mega festa, né? Sim! Festa em castelo (de verdade) não é algo incomum. Mas tem o outro lado. Falando por experiência própria, o evento como um todo é mais relax, tudo com mais naturalidade, mais íntimo e em menor escala do que no Brasil – principalmente na parte da decoração e no look da noiva. A regra do menos é mais predomina. Até na lista de convidados. Uma festa dentro dos padrões comuns aqui não passa de 100 pessoas, considerado mini-wedding no Brasil!

Outra diferença é que o “faça você mesmo” é muito forte. As pessoas gostam de colocar a mão na massa, não porque elas não podem pagar para alguém fazer, mas porque elas querem ter algo feito por elas no dia. Aliás, essa coisa de pagar pra alguém fazer é coisa de brasileiro – empregada, manicure, etc…aqui é você mesmo que se vira – falo mais sobre isso em um futuro post!

Aqui já vi padrinho ajudando a recepcionar os convidados, dando uma de DJ na cerimônia, tudo na maior naturalidade. Natural também é você não ser chamado para a cerimônia e para o jantar e só para a festa. É super normal.O evento é dividido em duas partes e a lista de convidados também.

Casamentos são longos, duram por volta de doze horas – geralmente do meio dia à meia noite. Apenas as pessoas mais próximas são convidadas para o dia todo, que começa com a cerimônia.

Nas próximas duas ou três horas acontecem as fotos, os convidados se servem de champanhe e canapés até que chega a hora do jantar, que é seguido pelo discurso, momento mais importante depois da cerimônia. Pai da noiva, noivo e padrinhos tem a responsabilidade de não entendiar divertir os convidados e homenagear os noivos. Durante cerca de uma hora, todos ficam sentados prestando atenção. Quem está discursando só é interrompido por risadas e brindes de viva aos noivos! Quando anoitece, chegam os convidados da “reception”, da recepção, que é a parte da festa.

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Foto do nosso casamento no Brasil (não resisti!)

Abre parênteses para um mico dos meus primeiros meses de vida londrina: no primeiro casamento que fui, fomos convidados só para a recepção. Só que até então eu não sabia dessa divisão. Chegando ao lugar, não tinha muita comida, só uns salgadinhos típicos ingleses e as pessoas estavam comentando como o casamento tinha sido lindo. Lembro que só conseguia pensar: 1. como assim uma festa em um lugar chique desse só tem isso pra comer? 2. nunca me atrasei tanto para uma festa na vida! Fecha parênteses. 

Hoje que já sei do esquema acho bem a cara dos ingleses: prático e do tipo “o que vale é a consideração”. O que vale é o casal ter a consideração de te chamar para dividir esse momento com eles. Seja o dia inteiro ou a recepção. Sem contar que a parte da festa é muito divertida. Tem a dança dos noivos, o corte do bolo (sempre de verdade, nunca cenográfico) e a pista de dança – que sempre fica vazia no começo.  É que quase sempre inglês para dançar já tem que ter tomado umas pints. Repare em uma pista de dança no começo de uma festa de casamento e no final: TOTALMENTE diferente. 

Por falar em bar, se um dia for a um casamento na Inglaterra é provável que você tenha que pagar por sua bebida. Pois é, por aqui seria o cúmulo da falta de educação “passar a gravata”, mas é totalmente aceitável que o convidado pague pelas  bebidas no bar do casamento. Não é regra, mas pode acontecer. Afinal, bancar a conta de um bar para tantas pessoas (melhor, tantos ingleses!) exige muita grana.

O que você investe no bar economiza em presente – isso porque, na maioria das vezes, o casal já mora junto há anos, às vezes até já compraram sua própria casa. Não precisam de geladeira e fogão e nem presente caro. Por isso, um cartão com dinheiro em espécie é a forma mais comum de se presentear. E não é todo mundo que dá presente, mas é todo mundo que dá um cartão desejando felicidades aos noivos. Por que  o que vale é a consideração, lembra? 

Por que os ingleses não bebem em janeiro?

Se tem uma coisa que inglês gosta de fazer é beber. Aqui todo dia é dia, toda hora é hora e todo lugar é lugar. Faça chuva ou faça sol, é comum e até esperado encontrar pubs cheios por toda a cidade, que, diga-se de passagem, tem um pub a cada esquina.

Lembro que ano passado estava em uma cidadezinha de dois quarteirões na Irlanda (porque irlandês também gosta da coisa) e tinham 8 ou 9 pubs. Ou seja, na falta do que fazer, vá para o pub! E em ocasiões especiais também: véspera de Natal? Ao final de um velório? Acho que não preciso nem responder.

Mas como toda regra tem sua exceção, no mês de janeiro é quando muitos ingleses (não todos, é claro) dão uma pausa nas pints. Isso porque é o mês do Dry January (Janeiro seco, em português). A ideia é não ingerir álcool e pedir para as pessoas que você conhece que te apoiem, doando dinheiro para uma instituição de caridade que você escolher.

Claro, essa é uma razão nobre para parar de beber, mas muita gente também só faz para dar um descanso para o organismo (e para o bolso) depois de dezembro, em que se bebe mais do que o normal e, consequentemente, se gasta mais do que o normal também!

Curiosidades sobre o hábito de beber na Inglaterra:

– Uma pint (copo) de cerveja tem 568ml, que é quase o tamanho de uma garrafa de cerveja no Brasil. A diferença é que aqui não tem essa de um copinho para cada um, não. É cada um com a sua (ou suas) pint.

– Ao se registrar no seu “posto de saúde” aqui, você é convidado a preencher um formulário informando o quanto você bebe por semana e se você acha que tem problemas com alcoolismo (ou conhece alguém que tenha).

– Aqui na empresa, de segunda à sexta-feira, me perguntam se eu quero uma cervejinha no final do expediente. Ok, minha empresa é liberal demais, mas beber de sexta-feira no escritório é lei em muitas empresas.

– Em muitos casamentos daqui, tem um bar e depois do jantar cada um paga por sua bebida. Afinal, haja grana para pagar bebida para todos os convidados.

– Essa não é uma curiosidade, mas aconteceu comigo e retrata bem a cultura de beber no país. Ao ir ao dentista recentemente, na semana entre o Natal e o Ano Novo, descobri que precisaria fazer um tratamento com um antibiótico bem forte. Preocupado com minha virada do ano, o dentista me perguntou se eu preferia um antibiótico mais fraco para que eu pudesse beber (não, obrigada). Diante da minha resposta, ele me alertou mais de 5x que eu não poderia beber. Só no final da consulta é que o simpático dentista lembrou de me dizer que era bom eu dobrar os cuidados para não engravidar, pois o antibiótico cortaria o efeito da pílula anticoncepcional (!!!). Que bom que pelo menos ele lembrou de avisar, né?

5 ideias (erradas) que eu tinha sobre a Inglaterra

Hoje faz dois anos que desembarquei no Aeroporto de Heatrow pela primeira vez. E desde então minha vida (deu uma reviravolta) mudou mais do que eu poderia imaginar. Mudaram também alguns conceitos que eu tinha sobre a Inglaterra (e os ingleses). São eles:

1. É mais frio do que parece, mas as pessoas são menos frias do que se imagina. 

Os dias em Londres podem ser bem gelados – não tinha ideia do que era acordar e estar ZERO graus na rua – sim, porque dentro de casa tem aquecedor…ufa!. Mas Londres  não é tão cinzenta como dizem. Mesmo no inverno, o sol dá o ar da graça e traz dias lindos. Frios, mas lindos. Os ingleses também são menos frios do que se pensa. Acho que no Brasil a gente tem a ideia que eles são frios no sentido de cavalos grossos e sem paciência com turista. Mas não é bem assim. Sou suspeita para avaliar, mas tenho amigos que já vieram para cá e se disseram surpresos com a cordialidade e a simpatia britânica.

2. A culinária inglesa não se resume a “fish and chips”.

Sim. O peixe com batata frita (acompanhado de ervilhas e molho tártaro) é encontrado em qualquer pub na Inglaterra. Mas ele não é o único prato típico. Aliás, ouso dizer que mais típico entre os ingleses é o Sunday Roast Dinner, o jantar de domingo, preparado com carne/frango/carneiro assado, acompanhado de cenoura, brócolis, batatas ao forno, yorkshire pudding (algo no formato pastelzinho de belém mas com massa de batata), ervilha e muito graving, que é um molho delicioso.

3. Falar inglês britânico é mais difícil do que inglês americano.

Taí um dos pensamentos mais errados que eu tinha. Os britânicos falam mais certinho, as palavras são pronunciadas mais por completo e tem menos gírias do que o americano. Sim, o som é mais nasal e mais fechado…mas uma vez que você desacostuma o ouvido do sotaque americano escutado nos seriados da vida, é muito mais fácil de entender. Fora que depois você vai amar o sotaque para sempre!

4. Londres é muito cara.

Realmente. Morar aqui é muito caro em termos de locação de imóveis e transporte. Mas a cidade pode se dar ao luxo de cobrar caro pelo aluguel e o transporte funciona SEMPRE, então vale a pena. Fora isso, tudo (ou quase tudo) é mais barato que São Paulo – mesmo se você multiplicar por R$ 3, que era o valor da libra na época que vim. Aqui tem testaurantes superlegais por £50 (libras) a conta por casal, lojas, passeios, musicais, enfim, tudo o que você pode imaginar. E mais barato do que Sampa.

5. Morar em Londres é viver a cultura inglesa. 

Sim e não. Muitos ingleses trabalham em Londres, a cidade é cercada por pubs (um em cada esquina, no mínimo haha) e dá sim para respirar o estilo de vida britânico na capital. Mas Londres também é muito cosmopolita, tem gente do mundo todo MESMO. E estes imigrantes se misturam com os ingleses, deixando a cidade bem diversificada de pessoas. Sem contar os turistas por toda a parte. Por isso, visitar cidades pequenas da Inglaterra, ou bairros mais distantes do centro da capital é uma ótima forma de ter uma verdadeira imersão no estilo de vida inglês.

6. Conceito errado extra

O mais errado de TODOS: achei que vinha para ficar por dois meses. Já se vão dois anos!

E vocês, o que pensavam da Inglaterra e que depois de visitar o país mudaram de ideia?