Harry Potter and the Cursed Child – a peça! 

Nunca achei que 11 meses de espera valeriam tanto a pena. Comprei ingressos para ver Harry Potter and the Cursed Child em outubro de 2015 e dia 13 de novembro do ano seguinte seria o tão esperado dia.

Dia de se emocionar e relembrar momentos dessa história que me acompanha desde que eu tinha 10 anos. Algumas coisas a gente leva com a gente não pela história ou personagens em si, mas pelas pessoas que dividiram aquela fase com você.

Impossível não lembrar dos meus amigos da época do colegial ou das tardes que passei com minha irmã assistindo os filmes. Mais impossível ainda não amar a peça que conta a história de Harry, 19 anos depois do final do último livro/filme.

Com cinco horas de duração, a peça é dividida em duas partes. Há um break de quase 3 horas entre elas ou você pode ver em dias alternados.

Não vou contar aqui a história, aliás tem até uma hashtag para isso, a #keepthesecrets, que faz parte do roteiro e também já  dá a dica para quem viu ficar quieto e não estragar para quem ainda vai ver. Só posso dizer que sim, a produção é surpreendente!  Cheia de suspense e humor, J.K. Rowling conseguiu de novo encantar a menina de 10 anos, quase 19 anos depois.

Ah, e o melhor: dia  22 de novembro eles vão começar a vender ingresso para mais uma temporada, em 2017. Além disso, às sextas as 13h são disponibilizados ingressos por £40 – difícil de conseguir, mas vale a tentativa já que por esse preço você tem acesso acesso a ótimos lugares.

Se você estiver por Londres, não perca a chance de ver! Confira mais informações no site oficial da peça e veja algumas fotos abaixo:

Chegando ao teatro às 12h! Tickets em mãos!
Bar todo decorado dentro do teatro
Melhor relógio! ♡
Vista do nosso assento: ótima pelo preço que pagamos (apenas £30). Fotos da peça eram proibidas.
Harry por todos os lados dentro do teatro
Indo embora do teatro às 9h da noite, feliz da vida!

Conheça Bruges, terra do chocolate e da cerveja

Quando tive a ideia de viajar para Bruges, uma cidadezinha no norte da Bélgica, não imaginei que a cidade me encantaria tanto. Aliás, a ideia inicial era ir para a capital, Bruxelas, e de lá fazer uma viagem de um dia para Bruges. Mas pra todo mundo que eu falava da ideia a reação era sempre a mesma: “faça o contrário!” Passe mais tempo em Bruges. E foi assim que fui passar dois dias imersa naquela atmosfera que parece ter sido tirada de contos de fadas: ruazinhas de paralelepípedo, a beleza do canal e seus barquinhos, as casas no estilo medieval. Impossível não se apaixonar!

Chegar em Bruges foi fácil: saímos de Londres em uma quinta à noite, pegamos o Eurostar na estação de London St Pancras. Escolhemos o ticket que servia para qualquer estação da Bélgica, ao invés da opção que só te permite ir até Bruxelas. Pouco mais de duas horas de viagem até Bruxelas, é hora de fazer a baldeação para Bruges.

20160421_223301

Chegamos no hotel (Hotel Academie) e ficamos super felizes com a escolha. Serviço de primeira e quando reservamos os tickets do trem com a Eurostar tivemos desconto para reservar hotéis também, maravilha! Saímos para dar uma volta na cidade e comer alguma coisa, isso eram 22h30, mas estava tudo fechado – até a cozinha do hotel. Já fica a dica: se for chegar em Bruges tarde, coma antes. Tínhamos comido alguma coisinha no trem e foi isso que nos salvou – nosso jantar mesmo foi amendoim do bar do hotel.Na sexta, pegamos um mapa no hotel mesmo e saímos andando sem rumo. Bruges tem o centro velho e o novo e é possível explorar a cidade a pé, tudo é muito perto. Logo ali na saída do nosso hotel passamos pelo lago da cidade cheio de cisnes ao redor, um encanto.

20160422_141228

20160422_140329

Poucos minutos depois estávamos na área de Béguinage, que nos anos de 1200 era onde as Beguines, ou beatas, viviam. Hoje em dia o local é um convento e um dos cartões postais da cidade, com suas casinhas brancas e seu lindo jardim.

Caminhar pela cidade não é problema, além de ser uma delícia. A não ser que você queira pagar 50 euros por um passeio de charrete, se peder por aquelas ruazinhas, dar de cara com uma paisagem cenográfica, tudo isso faz parte da experiência!

20160422_134759

20160422_134833

20160422_165036

20160423_113430

Não fizemos o passeio de charrete (achamos muito caro), mas fizemos o de barco. E esse foi um dos destaques da nossa viagem. Sim, é cheio de tursita, tem fila e parece meio clichê. Mas tem que ir! Aliás, acho que tem gente que se preocupa demais em não fazer algumas coisas porque é “de turista” – eu quando estou viajando sou turista então faço tudo que tenho direito mesmo.

Voltando ao barco…não é caro e se o tempo estiver bom, vale muuuuuito a pena. Tem diversos pontos de embarque pela cidade, é só comprar o ticket (8 euros por pessoa) e embarcar. O guia ainda falava português e foi conversando com a gente, super simpático. A ideia era ser um passeio mais romântico, pois nesse dia a gente estava comemorando nossos 4 anos juntos, mas não tinha como ter o barco só para o casal então fomos com a turistada toda mesmo! E foi muito gostoso…adoro essa coisa de canal que tem aqui na Europa, uma delícia passear de barco pelas cidades, acho o máximo. Fizemos o passeio de gôndola também em Veneza e apesar de ter sido bem mais romântico porque estávamos só em dois, o de Bruges não deixou nada a desejar.

20160422_155751

20160422_163108

20160422_161214

20160422_161207

Os chocolates

Saindo do barquinho, fomos direto atrás do famoso chocolate belga que ainda não tínhamos provado por lá. Lembrei muito da época em que eu trabalhava em revista de culinária e sempre ouvia falar desse tal de chocolate belga, na época em que os brigadeiros gourmet ainda nem existiam. E agora, anos depois, eu estava na Bélgica, então tinha que aproveitar! Passamos os dois dias comendo chocolate de diferentes chocolaterias, um melhor que o outro.

20160422_164400

20160422_164617

20160423_120155

20160424_113345

A mais conhecida na cidade, no entanto, é a The Chocolate Line. Lá você pode ver a produção dos chocolates e encontrar sabores exóticos que com certeza nunca viu  (chocolate com sabor de bacon, alguém?). Eles tem um livrinho com os sabores de cada um para ajudar você a escolher. Escolhemos alguns e entre eles o “brasileiro” que era de capirinha…muito bom!

20160423_172148

20160423_173845

Depois dos chocolates, era a hora de experimentar as cervejas. Eu nunca gostei de cerveja, ainda não gosto, mas a que provei lá não achei tão amargas. Fomos na The Beer Wall, que é literalmente uma parede de cervejas com uma infinidade de tipos. O The Beer Wall tem uma área externa, o 2be Bar, onde você fica à beira do canal só apreciando a vista.

20160423_171035

20160423_171010

20160423_164301

Paramos em outros bares e pub mas um que com certeza vale a visita é esse aqui da foto, o Brugs Beertje. A seleção de cervejas é enorme, com muitas cervejas tipo cider, com sabor de frutas.

20160423_175315

20160423_182243

20160423_182209

Segundo dia

No dia seguinte fomos explorar o centro novo da cidade. Andamos por uns 15 minutos e lá estávamos, na principal praça de Bruges – a Praça Markt  – com o Palácio Provincial ao redor e a torre Belfry, que guardava os documentos públicos da cidade durante a Idade Média e é o principal monumento da cidade. Sentamos em um dos bancos da praça, fomos até um mercado ali perto comprar uma bebida (recomendo a da foto abaixo, é bem levinha e tem um gostinho de limão muito bom) e uns snacks e ficamos por ali só observando tudo ao nosso redor. Amo bater perna nas viagens, mas também adoro sentar e só observar o lugar.

20160423_125457

20160423_131227

20160423_125657

Por recomendação de uma amiga, fomos à Basílica of the Hooly Blood, que guarda um tubo com o sangue de Jesus Cristo.  A relíquia foi achada em uma cruzada para Jerusalém no século XII e pode ser vista em horários determinados para visita. Fotos no interior da igreja eram proibidas.

Saindo de lá, encontramos por acaso um café brasileiro – Brazila. Adoro encontrar cantinhos que me lembrem do meu país nos lugares mais inusitados. Nem preciso falar que para quem gosta de café lá é parada obrigatória!

20160423_151148

20160423_143631

Com tantos momentos incríveis em apenas dois dias, vocês já podem imaginar que não queríamos ir embora. Acordamos no domingo ainda querendo passear mais por Bruges, mas ainda tinha Bruxelas para visitar e nosso trem de volta para Londres partia de lá. Pegamos nossas malas e fomos. Passamos uma tarde em Bruxelas mas já estávamos apaixonados por Bruges, que não tinha como ter a mesma sensação por Bruxelas. Acho que se tívessemos ido para Bruxelas antes de Bruges depois talvez teríamos gostado mais de Bruxelas. Em todo caso, valeu a experiência, como qualquer viagem. Voltamos para casa já com saudades de Bruges e alguns chocolates na mala para nos ajudar na volta à rotina!

Para quem quiser saber mais:

The Beer Wall e 2be Bar: http://www.2-be.biz/

The Basilica of Holly Blood: www.holyblood.com

Torre Belfry: https://bezoekers.brugge.be/en/belfort-belfry

The Chocolate Line: www.thechocolateline.be/

Hotel Academie: http://www.hotelacademie.be/en/

 

Bate e volta na Itália: fim de semana em Cinque Terre

Quando uma amiga que mora no Brasil disse que iria passar um mês na Itália, eu sabia que tinha que dar um jeito de ir encontrá-la. Uma porque era mais uma desculpa para viajar, outra porque ter alguém do Brasil visitando é como ter perto de você um pedacinho de tudo aquilo que faz falta no dia-a-dia.

O desafio: não tínhamos mais dias de férias para tirar esse ano (passamos cinco semanas no Brasil em janeiro…oh delícia). O jeito foi ir e voltar em um final de semana. Pegar um vôo no sábado de manhã e voltar na segunda de manhã, vindo direto do aeroporto para o escritório. Parecia loucura? Um pouco. Estaríamos super cansados com duas noites madrugando para ir para o aeroporto? Sim. Valeria a pena? Com certeza!

A aventura

O encontro que inicialmente aconteceria em Milão aconteceu em Cinque Terre. E a escolha não poderia ter sido melhor! Para ser sincera, até a minha amiga me mostrar o roteiro dela com o nome ‘Cinque Terre’, eu nunca tinha ouvido falar do lugar. Aparentemente, não era tão popular até poucos anos atrás e depois li algumas matérias que se referiam às terres como o “paraíso escondido da Itália”. E que paraíso!

As Cinque Terre são cinco vilas (terres) à beira-mar, patrimônios históricos da Unesco, com trilhas que ligam as vilas umas às outras – carros são proibidos por lá, mas tem trem. Andar por essas vilas faz você se sentir perdido lá atrás no meio da história. A vila mais antiga, Monterosso, foi fundada no ano de 643, para se ter uma ideia.  Os outros quatro vilarejos são Riomaggiore, Vernazza, Corniglia e Manarola.  Como só tínhamos um dia por lá, pesquisei bastante e decidi que três delas não poderiam ficar de fora do dia: Monterosso, Vernazza e Manarola.

Mesmo com o tempo curto, conseguimos aproveitar bem. Nosso passeio aconteceu em um domingo de sol (23 graus, um luxo para primavera!). Tínhamos chegado em Pisa no dia anterior, depois de uma viagem super cansativa em que ficamos das 5h30 da manhã até às 12h esperando para embarcar em um vôo mega atrasado (Ryanair fail!).

Decidimos ir para Pisa porque é um dos destinos com aeroporto mais perto de Cinque Terre. Da estação central de trem de Pisa você pode fazer o trajeto de trem para Cinque Terre. Depois de pouco mais de uma hora de viagem, você estará em  La Spezia, cidadezinha de onde sai o trem que passa por todos os cinco vilarejos.  Passamos o sábado em Pisa, o que foi legal pois assim visitamos a famosa Torre de Pisa, e tivemos tempo de andar pela cidade. O tempo que passamos lá foi na medida certa.

No domingo pegamos o trem para La Spezia. De lá, compramos o ticket que dá direito a pegar os trens que circulam entre as terres (custa 12 euros por pessoa e  tem que validar em uma máquina que fica na estação, ou então pode ter de pagar uma multa de 50 euros por pessoa). Claro que como bons turistas, não validamos o nosso e por sorte o fiscal que checou nossos tickets era gente boa e não nos multou. Embarcamos no trem com destino à primeira terre: Monterosso. Chegamos lá e demos de cara com essa vista:

Depois de validar o bendito ticket, encontramos nossa amiga e fomos explorar o vilarejo. Andamos uma hora por lá, e estávamos os três sem palavras para descrever o lugar. Nessas horas o que você faz? Compra um gelato, óbvio!

Fim de semana na Italia_Cinque Terre (2)
O primeiro gelato em Cinque Terre a gente nunca esquece
Fim de semana na Italia_Cinque Terre (1)
Vista surreal, mas existe tá?

Algumas fotos tiradas depois, embarcamos no trem novamente com direção à quinta terre, a de Manarola. Diferente da primeira, Manarola tinha uma área de praia mais extensa, aliás, bem extensa. Várias pessoas sentadas nas pedrinhas fazendo piquenique, restaurantes e bares à beira-mar…o povo ali sabe aproveitar a vida! Andamos também pela cidadezinha de Manarola, com suas casinhas antigas e lojinhas vendendo limão siciliano por toda a parte.

Estávamos no começo de uma trilha que nos levaria à Vernazza quando ouvimos por acaso um grupo de brasileiras falando que “ah não, duas horas de trilha não dá”. Oi? Duas horas?. Checamos um mapinha no local e realmente era uma caminhada. Já era quase fim da tarde e não quisemos gastar todo esse tempo caminhando para chegar a outra terre, sendo que em 15 minutos de trem estaríamos lá. Acabamos deixando a trilha pra lá e pegamos o trem para Vernazza – um pouco contrariados, pois queríamos aquela vista do alto que a gente vê quando busca por Cinque Terra noGoogle. E sabíamos que tínhamos de estar no alto para ter aquela vista.

Vernazza logo nos impressionou (como se ainda fosse possível) pela sua beleza. Com certeza a mais bonita das terres que visitamos e acho que a mais bonitas de todas as terres. Ainda mais colorida, com um píer com bares e restaurantes, além de barcos que enfeitavam a paisagem. Do lado de fora das janelas das casas cheias de cor, varais com roupas penduradas, um contraste incrível.

Fim de semana na Italia_Cinque Terre (8)
Vernazza e suas roupas brancas penduradas no varal 
Fim de semana na Italia_Cinque Terre (7)
Píer em Vernazza com barquinhos e restaurantes

Mas a melhor surpresa, foi ver, entre as estreitas ruas próximas ao pier, uma escadinha de pedras que dava acesso à uma trilha. Dez minutos depois, lá estávamos nós, no topo de Vernazza (e com a vista que tinha nos levado a visitar as Cinque Terre).

Fim-de-semana-na-Italia_Cinque-Terre-9-e1464527957616
Vista do alto de Vernazza tão esperada!
Fim de semana na Italia_Cinque Terre (10)
Dia delícia com a amiga e o marido que topa todas minhas aventuras! 

Depois disso, eu não precisava de mais nada! Sei que há a opção de visitar uma sexta terre em um passeio de barco que depois passa pelas outras terres. Sei também que as trilhas entre as terres devem render vistas incríveis, mas para quem passou pouco mais de oito horas no lugar, eu estava completamente satisfeita. Até hoje lembro da sensação de estar, em um domingo à noitinha, naquele pír em Vernazza, de frente para o mar, comendo uma lasanha deliciosa e apreciando um vinho local. Um cenário completamente diferente…Em poucas horas eu teria de estar em Londres trabalhando, mas naquele momento a realidade era um mero detalhe….

Fim de semana na Italia_Cinque Terre (13)
Melhor lasanha da vida!
Fim de semana na Italia_Cinque Terre (12)
Até agora não acredito que não trouxe um vinho desse pra casa!

Você já faz uma viagem curta mas que valeu a pena? Tem alguma história pra contar? Ficou com vontade de conhecer o lugar? Veja mais  informações no site oficial da Cinque Terre ou escreva para mim nos comentários. Ciao Bella!

Nota: texto originalmente publicado no site Brasileiras pelo Mundo.

 

 

 

 

 

Combo perfeito: Kingston Upon Thames e Hampton Court

 

Uma das coisas que eu talvez mais goste em Londres é o fato de que sempre tem alguma coisa nova para fazer. Mesmo depois de quatro anos morando na cidade, ainda tem dias que saio por aí explorando uma região diferente da onde eu moro e sempre volto para casa como se tivesse feito uma viagem naquele dia, de tanto lugar novo que conheci. Minha última aventura foi em Kingston Upon Thames, no sudoeste de Londres. A town é a principal do Royal Borough de Kingston Upon Thames, um dos quatro royal boroughs da capital britânica.

Estar em uma região tão tranquila, com muito verde e repleta de casinhas às margens do rio Tâmisa é uma verdadeira terapia – bem diferente do ritmo frenético do centro de Londres.  Chegar até lá é fácil: 30 minutos de trem partindo de Waterloo Station. Os trens da South West são talvez os mais confortáveis da cidade, e durante o caminho você pode ouvir conversas no próprio estilo posh, em um sotaque mais britânico impossível.

Desça na estação de Kingston e vá em direção a Old London Road para conhecer um dos cartões postais do local:  a instalação de arte Out of Order, popularmente conhecida como as cabines de telefone vermelhas tombando umas sobre as outras. A instalação é do artista David Mach e as doze cabines foram colocadas ali ainda no ano de 1989. Em 2001, passou por uma renovação e segue intacta, sem grafites e com muitos turistas em volta tirando fotos.

Kingston phone boxes

Depois de ver as cabines, é hora de explorar o lado oposto do centrinho da região. Ande em direção ao Tâmisa para passar pelo Ancient Market Place, que acontece em uma praça bem charmosa todos os dias da semana, das 10h às 17h. Passeie por ali observando as barraquinhas e a sua diversidade na culinária internacional. Que tal uma famosa torta inglesa? Ou ainda um delicioso wrap marroquino? Prefere um sushi ou comida francesa? Sem problemas. Tem comida para tudo quanto é gosto. Além de barracas com frutas, vegetais, peixes e pães.

Kingston (2)

Mas se você quiser um almoço com uma vista incrível, resista às tentações do mercado e ande mais um pouco até chegar à High Street. Ali você irá encontrar vários restaurantes, alguns com uma fachada bem estreitinha e tímida, mas não se engane: a maioria deles tem uma área externa à beira do rio Tâmisa. O Stein’s Kingston chamou a atenção pela pequena fila na porta e a pequena espera valeu a pena, comida e cerveja alemã deliciosas.

Enquanto olha para o rio e admira a beleza do lugar, você provavelmente se dará conta que está no meio do seu passeio, que pode continuar pela região de Kingston Upon Thames ou pode se estender um pouquinho até o Hampton Court Palace. Se optar pela segunda opção, com certeza não irá se arrepender.

Hampton Court Palace e seus jardins

Pegar um ônibus ou fazer uma caminhada de cerca de 40 minutos são algumas das formas de se chegar ao palácio. Mas o mais gostoso mesmo é o passeio de barco, que dura cerca de 20 minutos e por onde você pode ver casas e pescadores à beira rio. Se tiver um tempo bom, o passeio é um ponto alto do dia. O ticket custa £8 ida e volta ou £6,50 só ida. Os barcos funcionam até determinado horário, geralmente param à tardezinha. Se quiser ficar até mais tarde, compre o bilhete só de ida. E não se preocupe em como voltar para casa, pois a estação de trem de Hampton Court fica a poucos minutos do palácio e de lá saem trens de volta para Waterloo Station.

Kingston (1)

Passeio de barco (1)Passeio de barco (2)

Porém, acredite em mim quando digo que a última coisa que você vai pensar quando chegar ali é em voltar para casa! A visita ao Hampton Court Palace vale cada centavo dos £21 que se paga para entrar (£19, se for sem a taxa de doação).  O gramado da área externa já impressiona, mas há muito mais para ser visto.

Explore o interior do palácio, que serviu de residência para o rei Henrique VIII, mas reserve bastante tempo para visitar os jardins, além de um tempinho para tentar encontrar a saída do famoso labirinto do palácio. Pegue um mapa e não deixe de visitar o The Great Fountain Garden, que parece ter sido tirado de um filme de contos de fadas.

Hampton Court Palace (13)Hampton Court Palace (2)Hampton Court Palace (1)Hampton Court Palace (4)Hampton Court Palace (9)

Na época da primavera, as flores deixam o jardim todo colorido, um colírio para os olhos. Caminhe pelos jardins até chegar a videira, que foi plantada em 1768 especialmente para o rei Henrique VII e já entrou para o Guiness Book of World Records como a maior videira do mundo.

Depois da visita, a sensação é de não querer ir embora. Caminhe pela beira do rio, sente no gramado na área externa ou vá a um pub local para terminar o passeio nesse lugar tão tranquilo, que nem parece estar tão perto do centro de Londres.

Brasil Observer

Motivo de alegria: voltei a escrever para o jornal Brasil Observer, que eu conheço desde que mudei para cá em 2012. Parei por um tempo, mas nunca deixei de ter o jornal como um parceiro querido e o melhor de tudo foi que no meio disso tudo ainda fiz amigos. 

Esse texto que você acabou de ler está na página 28 desta edição, então passa lá para ver mais fotos e aproveita para ler o jornal que está lindão e com um conteúdo super bacana! Leitura obrigatória se você quer saber mais do que rola por aqui e saber mais das notícias do Brasil que estão rolando pelo mundo. O jornal é distrubuído em vários pontos em Londres, mas você também pode ficar por dentro das notícias seguindo o perfil do BO no  Facebook e Instagram

 

Como Londres irá comemorar o aniversário da rainha

A rainha Elizabeth completou 90 anos no dia 21 de abril. E as comemorações prometem ser dignas de realeza por aqui. Aquela história de ‘só um bolinho’ para os mais chegados não combina com a rainha com o reinado mais longo da história do país. A rainha vai ter toda a pompa, cavalos, carruagens, tudo conforme manda o figurino. E nós vamos estar lá para cantar parabéns para ela! Ok, quase isso… Se você também não faz parte da família real mas quer festejar, confira direitinho o que vai rolar para não ficar de fora:

12 a 15 de maio, em Windsor

Festa de 90 anos da rainha

É a primeira celebração oficial do aniversário da rainha Elizabeth. O evento vai acontecer entre os dias 12 e 15 de maio, em Windsor, mas a rainha só vai estar lá mesmo para a última noite. Durante uma hora e meia, 900 cavalos e mais de 1.500 pessoas irão fazer parte da cerimônia que irá contar a história da rainha, desde seu nascimento, passando pela Segunda Guerra Mundial, seu casamento, coroação e outros momentos importantes. Os ingressos se esgotaram rapidamente e os organizadores também fizeram um sorteio para quem quisesse acompanhar a chegada dos convidados no tapete vermelho. Eu me inscrevi, mas não ganhei, então vou acompanhar a festa pela ITV, que vai mostrar o espetáculo do dia 15 de maio ao vivo.

Junho, em Londres

Dia 10 de junho, St Paul’s Cathedral e pubs

Haverá uma missa de ação de graças que é apenas para convidados, na St Paul’s Cathedral. Na sexta à noite, os ingleses vão poder comemorar a ocasião com os pubs abertos por duas horas a mais. Geralmente, os pubs fecham à uma da manhã. A mesma regra vale para o sábado, quando os pubs também fecharão mais tarde.

Dia 11 de junho, House Guards Parade

Foto 2

Dia de ver a Trooping the Colour, na House Guards Parade. A rainha e outros membros da família Real desfilam em carruagens pelo The Mall e depois aparecem na varanda do Palácio de Buckingham. Eu nunca assisti, mas esse ano quero muito ir. Imagino que o The Mall vai estar mega lotado e preciso chegar bem cedo se quiser ter chances de ver a rainha! Se você não quiser encarar, a BBC vai mostrar o evento ao vivo a partir das 10h da manhã.

Quem quiser ver o ensaio do desfile, tem um no dia 28 de maio (gratauito) e outro no dia 4 de junho (£10). Claro, rainha é diva e não precisa de ensaio, portanto, não espere vê-la por lá.

A Trooping the Colour acontece todo ano para celebrar o aniversário da rainha e a tradição vem de reinados passados, começou lá no ano de 1748. É sempre no verão pois é quando as chances de ter um dia de sol e agradável são maiores.

Dia 12 de junho, The Patron’s Lunch

Foto 3

Uma série de festas de rua devem acontecer por todo o país. As pessoas são incentivadas a fecharem a rua onde moram (com autorização prévia), chamar os vizinhos e os amigos e almoçarem juntas. A maior festa, The Patron´s Lunch, acontecerá no The Mall. Todos os 10 mil ingressos já foram vendidos, mas dá para assistir tudo ao vivo pelos telões no Green Park e St Jame’s Park. Os parques devem lotar de pessoas espalhadas pelo gramado fazendo piquenique. Uma ótima pedida para o verão. E então, bora festejar?

Curiosidades:

  • Para quem quiser saber mais sobre a vida da rainha Elizabeth, este ano os autores Mark Greene e Catherine Butcher lançaram um livro em homenagem aos 90 anos de vida da monarca. “The Servant Queen e the King she serves” (A Rainha Serva e o Rei que ela serve, em português) fala sobre sua história e sua fé cristã.
  • A BBC produziu o documentário “Elizabeth at 90 — A Family Tribute”, que também narra sua história e ainda traz entrevistas de outros membros da família real.

Curiosidade 2 (e novidade também!): Esse texto foi originalmente publicado no portal Brasileiras Pelo Mundo, do qual a partir desse mês sou colunista 🙂 O link para quem quiser conferir é esse aqui: http://www.brasileiraspelomundo.com/inglaterra-como-londres-ira-celebrar-o-aniversario-da-rainha-061433979

 

Redescobrindo a cidade

Desde que meus amigos que moravam comigo aqui em Londres foram embora e passei da fase de intercambista, meus finais de semana ficaram menos agitados, turisticamente falando. Acho que é normal, né? Afinal de contas, vida de estudante é só alegria e você quer curtir todos os momentos. Depois, quando já se sente moradora de um lugar, acaba deixando algumas atividades para depois, quando der.

Mas eis que semana passada recebi a visita de amigos mais do que queridos e que vieram passar o Ano Novo comigo. Pausa para um detalhe: quem mora fora adora receber visitas – é como ter um cantinho de casa com você. Eu, pelo menos, amo receber amigos brasileiros que viajam por aqui, nem que seja para um encontro rápido.

Durante essa visita dos meus amigos, tive a oportunidade de andar por lugares de Londres que nunca tinha andado. Mas o ponto turístico que mais me marcou foi a Millenium Bridge, que tem uma vista linda e dá de cara para o Tate Museum (que eu sempre fico de ir, mas nunca vou!).

Foi andando ali,às margens do rio, que enxerguei Londres de uma perspectiva diferente e percebi o quanto essa cidade ainda me surpreende mesmo depois de quase 3 anos aqui. Aí lembrei que vez ou outra tinha a mesma sensação quando ia a algum lugar novo em São Paulo.

A ideia é que não importa onde você mora, sempre há uma nova descoberta por perto, talvez na próxima esquina, talvez um pouco mais longe, a algumas estações de metrô de distância. O que vale mesmo é observar o que está ao seu redor e tentar guardar um pouquinho de cada lugar na memória. Afinal, somos feitos destas pequenas lembranças, certo?

Que em 2015 possamos ter cada vez mais descobertas, seja onde for – as londrinas, eu compartilho com vocês!

Millenium Bridge
Millenium Bridge

 

St Paul's Cathedral vista da Millenium Bridge
St Paul’s Cathedral vista da Millenium Bridge
Tate Museum
Tate Museum